quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Imagens de Jesus

Sem receio de  pecar, usamos imagens de Jesus. Sabemos que aquelas imagens não retratam Jesus como ele era. Idealizam-no! Não há fotos de Jesus, por isso o imaginamos. As imagens não são Ele nem mostram exatamente como ele era. Apenas o lembram. É para isso que as imagens existem. Se alguém as adora ou fala com elas, está errado, seja ele quem for. Não se conversa com gesso ou madeira. Mas pode-se orar a quem, não sendo aquela escultura, é lembrado por ela.
É permitido? É. Uma imagem do Cristo crucificado, pregado, ressuscitado, curando um enfermo, isso podemos fazer porque levam ao Cristo da fé.  Fazemos imagens diferentes de Jesus, de sua mãe Maria e dos seus santos. Deve haver mais de mil imagens de Maria, com títulos diferentes, africana, européia, chinesa, cabocla, indígena. Cada povo idealiza o rosto da mãe de Jesus, até hoje não sabemos como era. Também não sabemos qual o verdadeiro rosto de Jesus. Por isso o idealizamos.
A um pregador que se proclamava fiel a Bíblia e combatia as imagens de Cristo, perguntei, certa vez, como era o rosto de Jesus. O pregador disse que era de um palestino, de barba e cabelos castanhos. Retriquei-lhe:

Então você fez mais uma imagem de Cristo. Só não a esculpiu, mas acabou de imaginá-lo em palavras, porque realmente não pode provar, nem por sua Bíblia, nem por escrito algum, que Jesus tinha este rosto que você oferece aos seus fiéis, sem ter certeza do que fala.
A diferença entre nossas imagens e imaginações é que nós, católicos, as pintamos ou esculpimos, dando-lhe as mais diversas feições porque não são feitas para dizer como ele era, mas que ele existiu e esteve entre nós. Por isso entre nós é permitido fazer imagens de Cristo totalmente diferentes uma das outras. Não estamos retratando, mas imaginando Jesus. Se no Antigo Testamento foi permitido fazer uma cobra de bronze para lembrar que Deus cura (Cf. Num 21,4-9), achamos mais do que certo fazer um crucifixo de madeira ou de gesso ou de bronze para lembrar que Jesus salva! Jesus e seus santos são mais do que uma serpente. Se foi permitido moldar uma serpente de bronze sem adorá-la, é permitido moldar um rosto de Cristo ou de santo sem adorá-lo.
Está é a catequese das imagens! Se até Igrejas pentecostais fazem hoje uma pomba que voa ser o logotipo de seu programa de televisão, ou se outras pintam nos seus templos uma língua de fogo sobre cabeças para lembrar ações do Espírito Santo, qualquer cristão, desde que não ache que o Espírito Santo era isso, pode usar imagens. Não há por que condenar quem faz um objeto que lembra alguns ensinamentos bíblicos ou alguém que viveu em Cristo.

Texto extraído do livro De Volta Ao Catolicismo, de autoria do Padre Zezinho, Pags. 123-124.

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